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SEGURANÇA PÚBLICA

Comandante Dan defende plano emergencial para enfrentar crime organizado nas fronteiras do Amazonas

21 Ago 2026

Comandante Dan defende plano emergencial para enfrentar crime organizado nas fronteiras do Amazonas

Expansão de facções brasileiras na Bolívia reforça alerta feito pelo parlamentar desde o início do mandato sobre necessidade de tratar a faixa de fronteira como prioridade da segurança pública

A expansão de facções criminosas brasileiras pela fronteira da Bolívia reforça a necessidade de um plano emergencial de segurança pública voltado especificamente à faixa de fronteira do Amazonas, defendeu o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos). Para o parlamentar, o enfrentamento ao crime organizado no Estado precisa começar pela interrupção das rotas internacionais que abastecem o narcotráfico e financiam outras modalidades criminosas.

Reportagem publicada nesta semana mostra o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em cidades bolivianas próximas ao Brasil, com disputa por corredores utilizados no tráfico internacional de cocaína e episódios de extrema violência. O governo boliviano anunciou reforço policial, maior vigilância da fronteira e cooperação com autoridades brasileiras.

Para Comandante Dan, o episódio não pode ser observado como um problema distante do Amazonas.

“O que acontece na fronteira da Bolívia é um alerta para toda a Amazônia Ocidental. O crime não reconhece fronteiras administrativas. A droga produzida nos países vizinhos percorre corredores que se comunicam, muda de rota quando encontra repressão e chega ao território brasileiro. Se queremos enfrentar efetivamente a violência no Amazonas, precisamos tratar a fronteira como o nosso principal desafio de segurança pública”, afirmou.

O deputado defende que o Estado, em articulação com o Governo Federal, estabeleça um plano emergencial que reúna presença permanente das forças de segurança, inteligência integrada, monitoramento tecnológico, controle dos rios e pistas clandestinas, fortalecimento das unidades policiais do interior e cooperação internacional com Peru, Colômbia e demais países da região.

A preocupação acompanha o parlamentar desde o início do mandato. Em agosto de 2023, Comandante Dan apresentou requerimento ao Ministério da Justiça propondo que o então anunciado Centro Internacional de Cooperação Policial fosse instalado em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. No documento, argumentou que a estrutura permitiria atuação conjunta, compartilhamento de inteligência e maior presença do Estado na região.

Naquele mesmo ano, a Comissão de Segurança Pública da Aleam, presidida por Dan, realizou uma série de audiências no Médio e Alto Solimões para levantar as condições dos municípios mais expostos ao narcotráfico. O trabalho resultou em um documento de aproximadamente 200 páginas encaminhado ao Ministério da Justiça e às comissões de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, reunindo diagnósticos e propostas para enfrentamento da criminalidade no Amazonas.

O parlamentar também participou de agendas com o Ministério da Justiça durante a gestão do então ministro Flávio Dino. Em 2023, Dan articulou a realização de encontro entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública e prefeitos do Alto Solimões, em Tabatinga, levando ao Governo Federal as demandas levantadas diretamente nos municípios. Naquele período, chegou a defender medidas extraordinárias para ampliar a presença das forças federais nas áreas de fronteira e divisa do Estado.

O diagnóstico apresentado pelo deputado coincide com a avaliação feita pelo Ministério da Justiça naquele período. Em agosto de 2023, Flávio Dino afirmou que as organizações criminosas estavam ampliando sua atuação na Amazônia e defendeu maior integração entre forças policiais brasileiras e dos demais países amazônicos. O encontro reuniu representantes de Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru e outros países, além da Interpol e da Ameripol.

Comandante Dan sustenta que o enfrentamento precisa ocorrer antes que drogas, armas e recursos financeiros das organizações criminosas avancem para os centros urbanos.

“Não podemos construir uma política de segurança apenas reagindo ao crime quando ele já chegou a Manaus ou às cidades do interior. É preciso atacar a cadeia na origem. Controlar a fronteira significa reduzir o combustível financeiro das facções, a circulação de armas, a pirataria nos rios e vários outros crimes associados ao narcotráfico”, afirmou.

Segundo o deputado, uma estratégia emergencial deve ser acompanhada por uma política permanente de ocupação territorial, geração de oportunidades e fortalecimento dos municípios fronteiriços.

“A presença do Estado não pode ser apenas uma operação policial eventual. Precisamos de inteligência, tecnologia, efetivo, bases permanentes, integração internacional e políticas sociais. A fronteira do Amazonas precisa deixar de ser tratada como periferia do país e passar a ser compreendida como área estratégica para a segurança nacional”, concluiu Comandante Dan.

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